7 de agosto de 2013

Uma análise egoísta do fim da Bravo!

Todos os bons críticos (e os ruins também) já discursaram sobre o fim da Bravo!. E não porque todos eram assinantes ou fãs, mas é que a revista era única em seu segmento no país. O assunto era único, assim como a ótima qualidade da publicação, impressão e diagramação. Há quem diga agora que era elitista e daí eu pergunto: uma certa parte da arte, historicamente, não sempre foi assim? Isso é outra discussão...
Que a Bravo! era importante para o jornalismo brasileiro todos concordam, assim como todos entendem que era insustentável economicamente nesse país com pouco incentivo à leitura e menos ainda à arte. Nas contas otimistas, ela atingia cerca de 200 mil leitores, num Brasil de quase 200 milhões.
Agora, na minha vida, uma outra coisa mudou, além da simples ausência da Bravo! nas bancas, no clube e na internet. Foi descontinuada (essa palavra que a editora usou para anunciar o fechamento da revista) talvez a única publicação atual capaz de me fazer morar em São Paulo sem reclamar tanto. Bem, agora vou continuar no meu interior.

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