31 de maio de 2011

Destino

Eu sempre tive medo disso acontecer. Eu sempre soube que seria exatamente assim. Eu até já chorei algumas vezes antecipadamente, porque eu sabia que não iria restar nada a fazer para nos resgatar. O destino, a vida, a sorte ou o que quer que seja tentou nos deixar lado a lado. Mas, sabe, nossas almas há muito não se entendem muito bem. O tempo não foi generoso conosco. E de uma maneira inexplicável (para mim) nós continuamos e fingimos que esteve tudo bem sempre. Mas era notável meus abraços em outros braços e você cada vez mais quieta. Mas nós sempre fomos assim, não? Eu sempre soube que apesar de todas as nossas diferenças, você estaria ali. Eu estaria aqui se um dia tudo desse errado e você resolvesse fraquejar. E agora não estamos mais. O que sempre esteve prestes a acontecer o destino não deu conta de barrar. Eu não queria me tornar uma estranha, mas já faz tempo que o telefone não toca e é você querendo me contar alguma coisa. E agora eu não me sento ao seu lado todos os dias e acho que não temos mais forças pra nos obrigar a conviver. Tentamos aruumar um assunto, achar um ponto em comum nos opostos que nos tornamos. Onde foi que nós nos perdemos? Em que escola da vida eu aprendi a ser asssim e você não me acompanhou? Fico pensando se foi minha culpa de, agora, você não se sentir tão a vontade com a minha companhia. E apesar de tudo, de toda a nossa complicação, o meu coração vai continuar sentindo esse carinho enorme por você que sempre sentiu. Porque não há destino que tire isso de mim!

2 comentários:

Brenda Torquato disse...

As vezes as coisas mudam rapido demais, e, quando percebemos, já está tudo de ponta cabeça. Mas os verdadeiros sentimentos e as lembranças, esses não mudam. E acho que ainda que a gente mude, as circunstâncias mudem e a vida siga o rumo oposto ao que pensávamos seguir, ainda assim, somos nós que decidimos quem vamos levar nesse caminho. Seja levar só no coração, ou seja levar ao seu lado, mantendo a ligação quando ela parecer distante, fortalecendo o laço quando ele estiver prestes a se desfazer. Cabe a nós mesmos essa missão, de não se acomodar à nova vida e de continuar lutando por aquilo que vale a pena, mesmo quando pareça não valer mais. Você e as palavras juntas são sempre muito boas, Mari.

Rê Brun disse...

Oi Mari,
Eu já passei por isso que você deve estar passando, eu tinha essa sensação de saber o que estar por vir e mesmo assim não poder fazer nada.
Vinicius de Morais disse, que amigos devem ser amigospara sempre, mesmo que não tenham nada em comum, apenas partilhar as mesmas recordações.
;D
Espero que vocês conigam partilhar das mais alegres recordações do passado!